quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Hipertexto de Gêneros Digitais - Aula 13

Na aula de hoje, o professor Dr. Luiz Fernando iniciou dizendo que mostraria duas abordagens sobre a leitura de imagem. Interessante compreender que a imagem era apenas objeto de estudo da semiologia/semiótica e que, a partir de 1996, veio para a linguística. Ainda é um objeto recente de estudos para nós e, possivelmente, as teorias de Barthes e Kress nos auxiliem para não estar analisando as imagens além do que ela representa.
O texto discutido hoje foi "Abordagem semiótica para leitura de imagem", tendo o objetivo de conhecer e utilizar a proposta de Roland Barthes para a análise de imagens. Nessa abordagem, notamos que a imagem é codificada dentro de um contexto, podendo ser compreendida através da insinuação e da denotação. A denotação ajuda muito para entender a conotação das imagens, o que elas representam. É preciso fazer sentido para o sujeito interpretar e entender imagens de culturas diversas. Por exemplo, as várias releituras que fazemos da Monalisa - o que muda é a conotação de acordo com o tempo, mas a denotação permanece. Também vale ressaltar que muita coisa não é evidente na denotação, e a conotação vem resolver esse impasse.
Como atividade prática, foi pedido que analisássemos  a imagem "Mãe brincando com seu bebê"(autor: Carybé), seguindo a teoria de Barthes. Minha análise foi a seguinte:

Mãe brincando com seu bebê (Carybé)

No sentido conotativo estão presentes uma cama com lençol estampado, mulher negra e nua, bebê nu, travesseiro branco, parede azul, cama de solteiro, mulher com turbante.
No sentido conotativo, representam a nudez sensual, o levantar a criança instantaneamente no momento da pintura, a delicadeza da mulher, ausência de brinquedos, a felicidade, sujeitos sem face.
Diante disso, podemos fazer a seguinte interpretação: A imagem mostra a realidade de uma mulher negra. E mostra sua felicidade ao brincar com seu filho, embora essa felicidade não se expresse através de sorrisos nos rostos. Por que a mulher não tem rosto? Ela parece ser mãe solteira, fruto de nossa realidade: mães cuidam de seus filhos sozinhas,quando solteiras ou abandonadas ou esposa de marido ausente por ter ido trabalhar em outro estado ou prostituta. O centro do quadro é o bebê. Poderíamos fazer o seguinte questionamento: não deveria ser o título da pintura "O bebê brincando com sua mãe?"
Ainda, nos debates da aula foi levantada a questão da natividade, sempre associada à sagrada família, onde aparece Maria com Jesus nos braços ou colo de modo tradicional. E essa imagem de carybé vem romper com o tradicional.

Depois, o professor Dr. Luiz Fernando Gomes nos apresentou a abordagem para leitura de imagens de Kress & Van Leeuwen. Eles apresentam três metafunções para fazer essa leitura:
1) Representacional

 
2) Interativo



3) Composicional

Em seguida, apresentou a análise da imagem de Carybé (Mãe brincando  com seu bebê), seguindo a abordagem de Kress & Van Leeuwen:


No final da aula o professor colocou várias análises de blogs e ficou agendado que faríamos apresentações com análises de imagens ou blogs/sites e confraternização na próxima aula, 11/11.
 Por um momento, creio, fiquei meio envergonhado, pois o professor pediu muito que, ao fazer blogs, sites, deixá-los coerentes os verbais com os não verbais e citou exemplo de blogs "narcisistas". Bem, por um lado até que sou narcisista mesmo, pois coloquei minha foto repetidas vezes na página de meu blog. Pensei até em apresentar na aula da próxima quarta-feira. Mas, pensando melhor, pude interpretar que está coerente o título do blog com as imagens que coloquei porque é meu diário do mestrado. E sobre ser narcisista, isso me persegue desde a graduação - porque me autodeclarei narcisista na aula de uma professora de Psicologia que pegou no meu pé até o final do curso, mas isso é uma outra história. Não vou colocar no meu blog para não ser taxado que escrevo demais como a Luli, minha amiga, foi.

Nenhum comentário:

Postar um comentário