Na aula de hoje, discutimos sobre o tema
"Hipertextos Multimodais". A aula teve o objetivo de estudar e
analisar algumas relações entre texto e imagem em revistas e jornais digitais.
Inicialmente, o prof. Dr. Luiz Fernando Gomes comentou que linguagem é termo
ainda muito confuso, pois não se chegou ainda a uma definição exata no nosso
campo de estudo, por isso, optamos por chamar de "modos de
representação", consoante quadro abaixo:
Os signos são modos de expressão que representam
coisas para cada pessoa. Conhecemos algo através da representação. Não
precisamos, por exemplo, trazer São Paulo aqui para sabermos e ter significação
para nós. Para isso, utilizamos o próprio termo São Paulo. Como observamos no
quadro acima, há vários modos de representação. E tudo que representa,
expressa.
Quem primeiro começou a analisar imagens em nossa
área foi Barthes. Para ele, as relações entre texto e imagem acontecem em três
formas: ilustração, ancoragem e relay.
A tipologia hierarquiza as informações. Ao entrar
num site, o que você ler primeiro? A leitura começa pelo layout. Nos textos
digitais, encontramos textos e imagens em movimento:
Às vezes a redundância de informações linkadas é positiva, mas também pode aparecer de forma negativa. Está faltando pesquisas nessa área que investiguem mais profundamente esses aspectos e particularidades da multimodalidade.
Feitas as devidas reflexões, passamos a estudar outro texto intitulado "Multimodalidade e leitura de imagens: a construção de sentidos em textos verbo-visuais". O texto teve o objetivo de explorar, por meio de exercícios, a 'aptidão' dos modos verbal e visual.
Estudamos os seguintes tópicos (GOMES, 2015):
O verbal e o não verbal: Nós nos
comunicamos através de códigos que podem ser divididos em duas grandes
categorias: verbal e não verbal. Ambos são interpretados de forma convencional
e articulada, porém, o código verbal organiza-se com base na linguagem
duplamente articulada (a primeira articulação é formada por unidades
significativas, os morfemas, e a segunda é formada por unidades menores, ditas
não significativas, porém distintivas, os fonemas); os códigos não verbais
envolvem sentidos variados, como os visuais, auditivos, sinestésicos, olfativos
e gustativos.
Leitura de imagem: os textos visuais são diferentes dos verbais. Embora a imagem possa ser apreendida no todo, logo à primeira vista (enquanto um texto verbal precisa ser percorrido, digamos assim), ela possui complexidades que precisamos compreender. De fato, nem uma imagem vale por mil palavras, nem as palavras tem mais poder do que as imagem!.
O simples reconhecimento dos elementos da imagem não é suficiente para a sua interpretação.
A leitura e a interpretação de imagens requer conhecimentos sobre seu funcionamento enquanto signo semiótico e das relações de sentido entre os diferentes signos que as compõem.
Aptidão: Cada modalidade expressiva integra um conjunto diferenciado de significados possíveis, pois cada forma semiótica é única, na medida em que agrega um conjunto de normas interpretativas e possibilidades de significado que lhe são particulares. Assim, os diversos significados veiculados por cada forma semiótica se integram e complementam de forma a auxiliar a interpretação geral ou a de segmentos particulares do texto. Neste minicurso, interessa-nos estudar as relações da fusão imagem-texto, considerando que estes modos (imagem e texto) possuem suas affordances.
Affordances: são como Kress & Van Leeuwen, (1996, p. 5) e Kress, (2005, p. 7, apud GOMES, 2008) denominam os limites e as possibilidades expressivas de cada modo.
Leitura de imagem: os textos visuais são diferentes dos verbais. Embora a imagem possa ser apreendida no todo, logo à primeira vista (enquanto um texto verbal precisa ser percorrido, digamos assim), ela possui complexidades que precisamos compreender. De fato, nem uma imagem vale por mil palavras, nem as palavras tem mais poder do que as imagem!.
O simples reconhecimento dos elementos da imagem não é suficiente para a sua interpretação.
A leitura e a interpretação de imagens requer conhecimentos sobre seu funcionamento enquanto signo semiótico e das relações de sentido entre os diferentes signos que as compõem.
Aptidão: Cada modalidade expressiva integra um conjunto diferenciado de significados possíveis, pois cada forma semiótica é única, na medida em que agrega um conjunto de normas interpretativas e possibilidades de significado que lhe são particulares. Assim, os diversos significados veiculados por cada forma semiótica se integram e complementam de forma a auxiliar a interpretação geral ou a de segmentos particulares do texto. Neste minicurso, interessa-nos estudar as relações da fusão imagem-texto, considerando que estes modos (imagem e texto) possuem suas affordances.
Affordances: são como Kress & Van Leeuwen, (1996, p. 5) e Kress, (2005, p. 7, apud GOMES, 2008) denominam os limites e as possibilidades expressivas de cada modo.
Diante disso, podemos assegurar que a gente vê o
que está preparado para ver.